O mercado de capitais brasileiro se consolidou como principal fonte de financiamento para a expansão industrial em 2026. Dados da B3 mostram que as captações do setor produtivo atingiram R$ 200 bilhões no primeiro semestre, crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Instrumentos mais utilizados
Debêntures de infraestrutura
R$ 85 bilhões captados, com isenção de IR para pessoa física. Principais emissores: energia, saneamento e logística.
Green bonds
R$ 42 bilhões em títulos verdes, certificados por agências internacionais. Projetos de energia renovável lideram.
CRIs e CRAs
R$ 38 bilhões em recebíveis imobiliários e do agronegócio.
Ofertas de ações
R$ 35 bilhões em IPOs e follow-ons de empresas industriais.
Setores que mais captaram
| Setor | Valor (R$ bi) | Participação |
|---|---|---|
| Energia | 65 | 32,5% |
| Logística | 42 | 21% |
| Indústria de base | 38 | 19% |
| Agronegócio | 30 | 15% |
| Tecnologia | 25 | 12,5% |
Perfil dos investidores
- Fundos de pensão: 35%
- Pessoa física: 28%
- Investidores estrangeiros: 22%
- Assets: 15%
Perspectivas
Analistas projetam captações totais de R$ 420 bilhões em 2026, novo recorde histórico. O ambiente de juros em queda e a busca por ativos reais favorecem o mercado.








