Há uma ilusão confortável que ainda circula em certos setores da indústria brasileira: a de que sustentabilidade é uma pauta de nicho, uma exigência de mercados europeus sensibilizados por ONGs, algo que pode esperar enquanto há margens a defender e cotas a bater.
Essa ilusão está prestes a se tornar muito cara.
O custo do atraso
O que estamos vendo globalmente não é uma tendência passageira. É uma reestruturação permanente das cadeias produtivas em torno de critérios ESG, carbono e circularidade. Empresas que não se adaptam não perdem apenas clientes progressistas — perdem acesso a crédito, a mercados e, eventualmente, à operação.










